Muitos alunos estavam apreensivos, orgulhosos, curiosos e adentra a sala um jovem cego, muito exaltado querendo um lugar para sentar. Não era comum alunos com deficiência visual na Faculdade, naquela época.
Dois rapazes se levantaram e foram até o rapaz cego e o conduziram ao local próximo de onde estavam sentados, o que gerou enorme confusão.
O lugar era no fundo do auditório e o rapaz reclamava de tudo, de quem ele acabava esbarrando ao passar, com palavras tipo: "sou cego sim, mas você que não vê.", "Eu não quero tomar trote não, cego não pode tomar trote!"...
E assim ele foi passando até se sentar.
Os dois amigos começaram a descrever a sala para ele, pois ele insistia nos detalhes de como eram as pessoas ali, pois ele queria saber de tudo.
Os dois amigos começaram a descrever a sala para ele, pois ele insistia nos detalhes de como eram as pessoas ali, pois ele queria saber de tudo.
Mas o filho da puta do cego repetia tudo alto: "tem uma gorda aqui na frente?", " entrou uma bicha na sala?", "Quem tem cara de corno, o Reitor?"
Foi um desconforto geral, o Reitor deu as boas vindas a todos e em seguida os professores representantes dos cursos falaram que conduziriam os alunos às instalações da instituição, como os laboratórios, salas e demais dependências. Nesse momento, o cego enlouqueceu, pois não tinha quem lhe tirasse da cabeça que aquilo não era trote e começou a gritar: "eu não vou sair daqui, isso é trote, vocês querem me dar trote, eu não vou sair."
Os dois rapazes ao lado cego, estavam com um misto vergonha e graça, se seguravam para não rir, pois tinham a impressão de que ele iria endoidar mais ainda.
A situação piorou quando a professora representante do curso de Biologia começou a falar dos laboratórios, nesse momento ele ficava em pé alertando a todos que aquilo era trote: "Gente eu sou cego e vocês não veem? Vamos sair todos isso é trote, tá na cara!"
Os dois rapazes levantavam toda hora para fazer o cego sentar.
Foi quando a professora representante do Curso de Biologia se irritou e se dirigiu ao rapaz: "escuta aqui, essa aula é muito importante e isso está uma palhaçada, Carlos Silveira, Alex Huche e Mauro Garritano saiam daqui agora que a aula do terceiro ano já começou. Fica aí se passando de cego e os outros dois dando apoio."
Não nos restou outra coisa senão sairmos dali antes que apanhássemos.
Alex Huche
Foi um desconforto geral, o Reitor deu as boas vindas a todos e em seguida os professores representantes dos cursos falaram que conduziriam os alunos às instalações da instituição, como os laboratórios, salas e demais dependências. Nesse momento, o cego enlouqueceu, pois não tinha quem lhe tirasse da cabeça que aquilo não era trote e começou a gritar: "eu não vou sair daqui, isso é trote, vocês querem me dar trote, eu não vou sair."
Os dois rapazes ao lado cego, estavam com um misto vergonha e graça, se seguravam para não rir, pois tinham a impressão de que ele iria endoidar mais ainda.
A situação piorou quando a professora representante do curso de Biologia começou a falar dos laboratórios, nesse momento ele ficava em pé alertando a todos que aquilo era trote: "Gente eu sou cego e vocês não veem? Vamos sair todos isso é trote, tá na cara!"
Os dois rapazes levantavam toda hora para fazer o cego sentar.
Foi quando a professora representante do Curso de Biologia se irritou e se dirigiu ao rapaz: "escuta aqui, essa aula é muito importante e isso está uma palhaçada, Carlos Silveira, Alex Huche e Mauro Garritano saiam daqui agora que a aula do terceiro ano já começou. Fica aí se passando de cego e os outros dois dando apoio."
Não nos restou outra coisa senão sairmos dali antes que apanhássemos.
Alex Huche
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